A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 31/10/2020
A manipulação de imagem vinda dos filtros virtuais, como a do cachorro do Snapchat, é algo extremamente divertido, entretanto, tal diversão custa seu preço, um preço alto, a saúde mental. Conforme Dunker, um professor do Departamento de Psicologia Clínica, tal manipulação gera uma superestimação constante de nossa imagem, em que, momentaneamente nos agrada, porém, há longo prazo gera auto rejeição, sem contar com as edições de alta qualidade que dificultam a diferenciação da montagem e da realidade, sem contar o vício gerado.
De acordo com o site Correio Braziliense, cerca de 40% das imagens manipuladas não são percebidas pelas pessoas, isto significa que, a diferenciação da foto real e da editada se tornou algo complexo. Conseqüentemente, leva o usuario a rejeitar seu corpo e parar de postar fotos verdadeiras, já que os elogios são direcionados a um corpo que não o pertence, levando-o a síndrome da decepção continuada.
Pesquisa realizada pela Instituição de Saúde do Reino Unido, diz que as mídias sócias são mais viciantes que o álcool e o cigarro. Por conseguinte, tal vício leva aos aumentos nas taxas de ansiedade, depressão e crises de abstinência, já que, o individuo “não sobrevive” desconectado do mundo.
Conclui-se que, para reduzir o uso de tais efeitos, é necessário que as mídias sócias deixem explícito para seus consumidores que, utilizar seus efeitos “fofinhos” podem ser extremamente nocivos a saúde mental e possivelmente gerar transtornos mentais. Além de tal medida, é essencial que, o Ministério Público promova processos judiciais contra as mídias sócias, com o intuito de aos poucos acabar com os meios de manipulação de imagem e conseguir proteger a integridade do usuário.