A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/11/2020
Na Mitologia grega, é famoso o “mito de Narciso“, que narra a história de um jovem rapaz que é obcecado por sua própria imagem, e sua obsessão acaba causando sua morte. Na contemporaneidade, com a difusão das redes sociais, a utilização de filtros que permitem distorcer a fisionomia baseando-se em padrões estéticos, se faz cada vez mais frequente. O uso de aplicativos como Instagram e Snapchat, que disponibilizam efeitos que modificam a imagem real de seus usuários, têm se tornado “gatilho” para o desencadeamento de problemas psíquicos, tais como ansiedade, distúrbio de imagem e depressão.
Na série britânica Black Mirror, no episódio “Nosedive” (em português “queda livre”), a ficção apresenta à partir da personagem principal Lancie, que ser aprovada esteticamente depende de uma boa quantidade de curtidas nas redes sociais. Apesar de tratar-se de uma quimera, a fantasia não foge muito da sociedade contemporânea, tendo em vista que milhares de jovens baseiam suas escolhas tendo como régua o algorítimo invisível das redes, o que leva muitos a se esquivarem socialmente, por não se enquadrarem nos padrões de beleza, apresentado pelos filtros da internet.
Ademais, a ascensão de aplicativos que permitem a distorção de imagem com base em modelos irreais de beleza como: Snapchat, instagram e facebook, acentua doenças psíquicas agudas como depressão e ansiedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão. O surgimento distúrbio psiquiátrico, tem diversas causas, porém segundo pesquisadores, quando apresentada em jovens, está ligado ao consumo excessivo das redes.
Mantém-se um biossistema comunicacional que modifica significativamente os modos de existir, sentir e agir, diante dos fatos apresentados analisa-se, então, a necessidade de medidas que ajudem a mitigar os danos gerados pelas redes na psique humana. O Ministério de comunicação deve implementar juntamente com o Ministério da Educação, medidas paliativas como palestras que falem sobre a diversidade dos corpos e a desnecessidade de uma padronização estética vendida por aplicativos, palestras essas feitas em escolas e até mesmo nas mídias sociais. No âmbito privado, os gestores desses grandes aplicativos devem, reconfigurar seus padrões éticos e estéticos quando se trata de beleza, pois não existe um uniforme quando se trata da diversidade da raça humana. Sendo assim, respeitando e englobando a diferença ajudando a diminuir os danos causados pelas redes sociais.