A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/11/2020

No Parnasianismo o culto à forma e a busca pela perfeição textual eram lemas indispensáveis aos seus artistas. De forma análoga a essa escola literária, a veneração ao corpo é um problema que tem ganhado repercussão devido sua propagação rápida nas redes sociais e às manipulações feitas por aplicativos. Desta forma, questões como o padrão corporal divulgado pela mídia e as doenças mentais geradas por essa realidade precisam ser analisadas e resolvidas.

Em primeira análise, vale ressaltar a idealização de um padrão corporal. Em sua maioria, filmes, novelas e as redes sociais propagam com maior evidência pessoas que possuem um corpo malhado e magro, muitas vezes manipulado em aplicativos, o que acarreta a cultura de que àquele é o corpo ideal. A exemplo tem-se o programa Profissão Repórter, no qual mostra as dificuldades encontradas por modelos “pluz size” para comprarem roupas e até conseguirem trabalho, visto que não condizem com o padrão corporal imposto pela mídia.

Outrossim, os danos à saúde mental são nítidos. As redes sociais, apesar de serem um ambiente versátil, são encaradas como um lugar de julgamento, já que os “likes” são sinônimos de aprovação. Esse fato faz com que os seus usuários se tornem cada vez mais ansiosos e até depressivos, caso não tenham curtidas o suficiente, e contribui para o surgimento de doenças mentais. Segundo o site do doutor Drauzio Varella, pesquisas revelam que as mídias sociais têm efeito nocivo à saúde, em especial as que lidam com imagens, o que comprova o prejuízo à mente.

Portanto, exigir que exista a forma perfeita, como os parnasianos, não é saudável mentalmente. Sendo assim, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com empresas de beleza, deve elaborar campanhas que desmintam as aparências nas redes sociais, por intermédio de contrastes entre fotos modificadas e não modificadas, dados e orientações sobre os danos à saúde mental, e postagens lúdicas em redes sociais, a fim de gerar senso crítico popular e mostrar que o ideal é a diversidade.