A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 01/11/2020
Os filtros se popularizaram em 2017 quando plataformas como Snapchat começaram a disponibilizar efeitos que modificam o seu rosto, dessa forma as pessoas podem brincar com a suas fotos, adicionando brilhos ou até mesmo uma máscara de palhaço em seu rosto. Porém, há filtros que modificam o rosto com um resultado de uma rinoplastia por exemplo, mas isso só reforça o padrão de beleza e acaba dando gatilho em algumas pessoas.
Na atual conjuntura, é fácil notar como as redes sociais tem uma rápida influência na vida da população, principalmente no público adolescente e isso se agrava com o conteúdo que a eles é mostrado, já que em sua maioria, são fotos que sempre estão modificadas, passadas por algum aplicativo de edição para mostrar um “corpo ideal”, uma feição que está padronizada pela sociedade e isso pode causar em um jovem uma frustação por não alcançar esse “corpo perfeito”. Segundo uma pesquisa feita pela Royal Society for Public Health – Instituição de saúde pública do Reino Unido -, as taxas de depressão e ansiedade entre pessoas de 14 à 24 anos usuários de redes sociais aumentaram 70% nos últimos 25 anos.
Uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial (AAFPRS) em 2017 mostrou que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar sua aparência para melhorar suas fotos. Isso mostra a manipulação que as redes sociais fazem com os usuários que estão sempre preocupados com as aparências, a pressão estética está muito presente, como por exemplo na música “Mrs Potato Head”, onde fica claro a pressão que a sociedade e a internet causa para ter a beleza ideal por meio de cirurgias plásticas.
Portanto, é necessário medidas para diminuir essas ilusões que as publicações mostram. Para isso, as plataformas digitais poderiam modificar suas políticas de seleção de filtros, para que não haja mais efeitos de harmonização facial ou que fujam da realidade, assim as pessoas não irão enganar a si mesmas em relação a suas aparências, desse modo as taxas de cirurgias plásticas propícias de filtros diminuiriam. Os aplicativos também poderiam criar uma campanha junto com influenciadores digitais, a fim de criar posts e propagandas que mostrem a realidade por trás das fotos que ali são mostradas, assim a população irá abrir os olhos e ver que nem toda foto condiz com a realidade.