A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 24/11/2020
O episódio ‘‘queda livre’‘‘do seriado Black Mirror da Netflix, mostra a história de uma mulher viciada em uma rede social que, no caso, parece o Instagram. Na trama, a personagem perde bastante tempo editando as suas fotos e buscando o melhor ângulo para tirá-las buscando dessa forma a perfeição. Na vida real, cada vez mais a manipulação de imagens tem feito parte da vida das pessoas, que usam as ferramentas de edição com a finalidade de corrigirem detalhes que as tornam mais parecidas com o padrão de beleza social exigido pelo mundo. Essa manipulação da imagem nas redes sociais tem trazido sérios malefícios a saúde mental das pessoas, que merecem ser discutidos.
Outrossim, é importante observar que quanto mais cresce o número de filtros faciais, mais surgem pessoas insatisfeitas com a sua própria aparência. Isso foi observado por um quadro do Fantástico no qual eles selecionaram algumas mulheres para testarem a sua satisfação com a sua feição e com o seu corpo sem nenhuma edição, das entrevistadas, mais da metade do grupo diz necessitar mudar alguma coisa em suas fotos antes de serem postadas. Essas mulheres demostraram que já não sabem mais viver sem as ferramentas de edição e que sentem-se desmotivadas quando se olham no espelho.
Ademais, é lícito lembrar que sempre houve um estímulo exagerado por parte da indústria da moda frente a criação de um padrão de beleza ideal. Isso já fazia mal ao ser humano e com as novas ferramentas de edição tem piorado ainda mais esse cenário. A ex-secretária de estado dos Estados Unidos da América, Hillary Clinton, afirma que cada mulher deve se amar como ela realmente é, não preocupando, dessa forma, com o que os outros acham de seu exterior. Esse pensamento deve valer para os homens também, visto que, eles também são bastante afetados pelos padrões algoritmicamente determinados de beleza; que tem causado depressão e ansiedade nas pessoas.
Fica evidente, portanto, que deve haver um maior controle por parte do Estado frente aos excessos que as ferramentas digitais causam no emocional das pessoas. Para isso, deve haver uma fiscalização governamental que multe as empresas de redes sociais que estimulam a proliferação de padrões de beleza que afetam a autoestima das pessoas. Essa fiscalização será feita por membros do Ministério da Tecnologia que contará em seu quadro de funcionários com uma equipe de psicólogos para auxiliá-los. Eles farão a análise de cada empresa que já está no mercado brasileiro e das que ainda entrarão, podendo ter uma multa contratual para aqueles que não obedecerem as regras brasileiras. Somente assim, haverá um mundo com pessoas psicologicamente mais felizes que não sofrem diariamente com os efeitos psíquicos da vida digital, como a personagem de a ‘‘queda livre’’.