A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/11/2020
De acordo com a Sociedade Brasielira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos dez anos houve um aumento de cerca de 141% no número de procedimentos estéticos ou reparadores em jovens entre 13 e 18 anos. O crescimento violento nos casos de cirurgia plástica demonstra o quanto a juventude atual se mostra preocupada com a aparência física. Em muitos casos, a necessidade de modificar a imagem é consequência dos padrões de beleza existente nas mídias sociais.
Para muitos jovens usuários das mídias sociais, a pressão estética relacionada aos padrões de beleza impostos pela sociedade atual é o principal motivo da busca pela manipulação da imagem. Filtros oferecidos por aplicativos ou programas de manipulação são ferramentas largamente utilizadas para a modificação da aparência, que evidenciam o desejo constante da perfeição estética.
O indivíduo que abusa das ferramentas de alteração da Imagem pode estar preso em uma realidade distorcida, que se encaixa nos modelos de uma sociedade que rejeita características fora do padrão. As imagens distorcidas pelos programas alimentam um sentimento de insuficiência e insatisfação, que podem gerar ou agravar quadros de depressão e ansiedade.
Em síntese, o excesso de manipulação da própria imagem faz com que as pessoas fiquem presas em um mundo de aparências, e também fiquem mais vulneráveis a disfunções psicológicas. Dessa forma, é necessário que a família incentive crianças e jovens a trabalharem a autoaceitação e a respeitarem as diferenças. Mídias sociais, como a rede social Instagram, por exemplo, também devem parar de impor padrões de perfeição.