A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/11/2020

De acordo com o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, “tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. Esse princípio pode ser exercido quando trata-se da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Essa contrariedade é gerada pela busca da perfeição excessiva, além disso, gera impactos à saúde mental. Tal cenário configura uma grave problemática social que deve ser solucionada.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a busca da perfeição excessiva. Constantemente as mídias sociais apresentam padrões de beleza irreais na forma de celebridades retocadas pela manipulação de imagem, ademais, impulsionam principalmente jovens à buscar estereótipos, que são politicamente aceitos na sociedade. Ocasionalmente, tem-se a imagem corporal, isto é, a representação mental que cada indivíduo faz-se de seu próprio corpo. Estudos mostram que 90% das jovens estão descontentes com o corpo, justamente em uma era onde são carregadas cerca de 10 milhões de novas fotografias apenas no Facebook a cada hora, o que gera uma rede infinita de comparação baseada em aparência.

Em consequência disso, outra dificuldade enfrentada é os impactos à saúde mental. Na obra “O Grito”, pintada pelo artista norueguês Edvard Munch, a pintura foi feita para expressar o sentimento de preocupação e desespero diante de uma realidade caótica. Analogamente, no corpo social moderno esta realidade coincide com as de muitos jovens, que para fugir da mesma usam da manipulação de imagem. Logo, pode desenvolver-se problemas psicológicos que podem agravar sua saúde mental, como distúrbios do sono, bullying, ansiedade, depressão, solidão e imagem corporal. Assim também, na juventude, o excesso de tecnologia faz com que o indivíduo passe a maior parte do tempo interagindo virtualmente, o que afeta o desenvolvimento e faz perder outras experiências sociais importantes.

Portanto, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações como instância máxima da administração executiva, deve promover debates sobre a realidade da manipulação de imagem, por meio de palestras, com intuito de preservar a saúde mental da sociedade. A mídia, como grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião, tem de procurar abordar a temática, por via de propagandas e programações, com finalidade de minimizar essa adversidade. Desse modo, as circunstâncias do momento deixarão de afligir a sociedade.