A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/11/2020

Corpos irreais. Pernas sem celulites ou estrias. Dentes perfeitos. Pele sem imperfeições. Esses são três fatos que a manipulação de imagem nas redes sociais pode proporcionar. Desde a criação das redes sociais; porém acentuada hodiernamente por filtros e outros aplicativos criados para alterar características físicas; a modificação de fotografias afeta a saúde mental de milhares de pessoas, seja pela necessidade de se igualar aos outros, seja por distúrbios mentais e transtornos alimentares.

O documentário “O dilema das redes”, produzido pela Netflix, mostra comentários de alguns dos criadores de mecanismos de redes sociais conhecidas e retrata a história de uma família com dois dos três filhos obcecados pela internet. A filha adolescente, chamada Isla, tinha problemas com sua autoestima e apenas publicava fotografias com filtros que modificavam seu rosto, sobretudo pelo seu medo de críticas. Dessa maneira, é possível perceber que a modificação de fotografias é realizada constantemente por adolescentes, que em sua maioria aderem aos filtros, sobretudo para se igualarem e para evitarem os julgamentos que afetam excessivamente a autoestima, que afeta diretamente a saúde mental.

Em segundo lugar, é possível perceber que nas redes sociais existem muitos influenciadores digitais que exibem seus corpos perfeitos, muitas vezes modificados por filtros. Dessa maneira, seus seguidores frequentemente acreditam que as fotos que viram são reais e começam a buscar por corpos como os que observaram na internet, por meio de cirurgias plásticas, como “Lipo Hd” e procedimentos estéticos, como “Bichectomia”. Por conseguinte, a busca incessante por corpos perfeitos pode ocasionar distúrbios mentais como ansiedade e transtornos alimentares como anorexia, como a atriz Lily Collins passou na adolescência.

Portanto, as escolas, que segundo o intelectual Max Webber são a segunda instituição social do qual um indivíduo faz parte, deveriam propor palestras sobre aceitação e valorização da diversidade entre os alunos, para que os estudantes entendam que não precisam de filtros que modificam suas características, que são únicos e especiais do jeito que são. Outrossim, movimentos sociais, como o “Movimento Corpo Livre” que ajuda muitas mulheres a aceitarem seus corpos, poderiam promover mais campanhas para alertarem sobre como a busca incessante por perfeição na internet pode danificar a saúde mental, a fim de que mais pessoas se aceitem do jeito que são e se sintam acolhidas por outras que passam as mesmas dificuldades que elas.