A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/11/2020

É notório que, desde que o aplicativo Snapchat, em 2015, introduziu os filtros faciais na cultura popular, a prática se tornou algo comum e cotidiano, com influenciadores digitais os usando sempre em suas postagens. Entretanto, tais filtros promovem um padrão de beleza inalcançável, e não conseguir atingir tal padrão pode gerar frustração, ou até mesmo problemas de autoestima, no cidadão que os usa. De acordo com um estudo realizado por psicólogos, tais filtros podem induzir uma espécie de superestimação constante da imagem.

A introdução da prática de filtros nas redes sociais fez com que a sociedade criasse, mais uma vez, um padrão de beleza. Tais padrões tem se mostrado cada vez mais prejudiciais à quem tenta segui-los, visto que, os filtros tem a capacidade de mudar completamente a face de quem se dispõe à usá-los. Uma pesquisa, realizada pelo BBC, mostrou que os jovens têm se submetido à cirurgias plásticas para ficarem parecidos com a imagem resultante do filtro, algo que gera extrema preocupação visto que pessoas cada vez mais novas se submetem à cirurgias plásticas desta forma.

Ademais, os jovens, que não conseguem chegar ao resultado esperado, podem desenvolver sérios problemas de autoestima, tento possibilidade de desenvolver transtornos psicológicos, como depressão ou ansiedade. Alguns podem chegar ao ponto de apresentar comportamentos comuns à de pacientes com transtorno dismórfico corporal, transtorno o qual faz com que a pessoa tenha um foco obsessivo com algo que ela define como defeito na própria aparência.

Logo, deve-se haver uma conscientização geral, por parte da população, a fim de evitar tantos padrões “impossíveis” impostos pela mesma. As redes sociais devem também, por sua parte, examinar a galeria de filtros e eliminar aqueles que mudem, radicalmente, a face de quem os use, com o intuito de acabar com essa dismorfia que os filtros proporcionam.