A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/11/2020

O Snapchat é uma rede social, criada em 2011, que ganhou um maior destaque na indústria digital quando disponibilizou filtros para adicionar acessórios, maquiagens entre outros nos autorretratos. Porém, outros aplicativos como o Instagram, recentemente criaram novos efeitos com intuito de modificar o rosto, adicionando procedimentos estéticos cirúrgicos às fotografias.

Os padrões de rosto ideal e harmonizado se intensificaram por meio desses filtros, pois muitas pessoas idealizam que aquela versão publicada é a que representa melhor o modelo intitulado pela sociedade. Segundo o livro “O mito da beleza” de Naomi Wolf fala que a economia depende desse padrão imposto e divulgado para atingir outras mulheres, e esses motivos colaboraram para o Brasil estar no topo de cirurgias plásticas no mundo.

Uma campanha chamada “filterdrop” que tem como tradução “queda de filtro” é um movimento que demanda pelo fim dos efeitos de beleza no Instagram. O site Elle Brasil publicou um estudo divulgado pela UCL, onde diz que as redes sociais elevam a ocorrência de depressão de meninas adolescente e cerca de 75% delas também têm baixa autoestima e estão insatisfeitas com sua aparência.

Portanto, os criadores de conteúdo digital e a mídia online precisam parar de divulgar modos de alterar o rosto, seja por meio de edição ou de procedimentos cirúrgicos, e enfatizar os ricos que podem ocorrer para saúde física e mental. Os usuários desses aplicativos, podem criar campanhas para incentivar a beleza natural e fazer petições para  removerem essa função. Assim colaborando para o fim desse ideal estabelecido.