A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/11/2020

De acordo com uma pesquisa realizada em 2017 pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial (AAFPRS), cerca de 55% dos cirurgiões revelaram ter atendido pacientes que queriam se submeter a procedimentos estéticos cirúrgicos com a finalidade de obter a perfeição em suas fotos. Isto posto, é possível perceber a proporção absurda que a influência dos filtros usados nas redes sociais tomou na vida, não só dos brasileiros, como em todo o globo terrestre.

Em 2017, redes sociais como o Snapchat e o Instagram disponibilizaram filtros faciais e permitiram manipular imagens acrescentando efeitos como colocação de focinhos de cachorro, orelhas felinas, efeitos fosforescentes, metálicos, surrealistas e também filtros como o Beauty3000, que produz ajustes automáticos permitindo escolher modelos de beleza.

O recurso é muito interessante quando pensamos em sua intenção inicial que era nos possibilitar experimentar  outras versões de nós mesmos, mas ele pode alimentar certas disposições problemáticas, presentes em todos nós. Tais programas de maquiagem digital exploram e confirmam ainda mais os padrões  determinados de beleza. Alguns filtros tiveram até que ser retirados do Instagram pois impunham uma versão excessivamente plástica.

Diante do exposto, são necessárias medidas que amenizem tamanha situação. Por conseguinte, as mídias sociais devem aprimorar sua política de seleção de filtros que tem como função mudar características do rosto humano ou que tenham qualquer capacidade de prejudicar a saúde mental de uma pessoa. Assim será possível diminuir os índices de realização de cirurgias plásticas arriscadas e altamente invasivas.