A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/11/2020
Sabe-se que as redes sociais são a realidade do século XXI, o mundo se acostumou a ver-se inteiramente conectado, e, compartilhar quase todos os aspectos de sua vida com seguidores tem se tornado um vício que afeta cada vez mais a saúde mental das pessoas.
Segundo Montesquieu, o fato de olhar a vida alheia a faz parecer mais feliz do que realmente é, e com isso a própria vida de cada indivíduo parece menos interessante. Isso pode ser observado nos comportamentos atuais, onde o nível de beleza de uma pessoa, por exemplo, é medido de acordo com o número de curtidas que recebe em uma foto.
Essa hiper-exposição, associada de falta de valores que dão sentido a existência, pode levar a problemas de autoestima e com isso gerar problemas sérios. Ademais, segundo o documentário da Netflix “O dilema das Redes”, o número da taxa de ansiedade e depressão cresceu rapidamente na última década, o período de auge das redes sociais. Filtros são criados, realidades podem ser inventadas, e um padrão surreal e inexistente é imposto.
Com isso, pessoas se sentem cada vez mais inseguras com seus corpos e vivem a base da aprovação alheia, em especial meninas, que crescem nesse cenário maléfico, quando essa deveria ser uma de suas últimas preocupações durante seu desenvolvimento.
Portanto, a família deve sempre avaliar o que realmente faz bem para os seus filhos, e estar alerta dos malefícios da exposição na internet, e proteger a crianças, que consequentemente serão adultos mais conscientes. E é dever do Estado, por meio de seus ministérios e secretárias criar programas de combate a essa objetificação cada vez mais crescente, apoiando o amor próprio e ajudando pessoas que sofram de problemas sérios acarretados por esse cenário de exposição.