A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/11/2020
No documentário “O Dilema das Redes”, de 2020, ao receber comentários maldosos em uma rede social, uma adolescente se esforça para alcançar determinado padrão de beleza. Na conjuntura contemporânea de uma era digitalizada, a realidade não é tão diferente da retratada nas telas.
Em primeira instância, deve-se ter em vista que as redes sociais possuem grande influência no modo com que os jovens enxergam a si mesmos. De acordo com uma pesquisa realizada pela “Cuponation”, brasileiros de classe média, dos 17 aos 25 anos, passam mais de uma hora conectados aos seus perfis, assim sendo, diversas de suas referências vêm dos influenciadores digitais.
Os filtros são cada vez mais usados em fotos de milhões de usuários do instagram, no entanto, eles representam uma versão alterada e inverídica da realidade. Quando acompanham as pessoas que trabalham com a própria imagem nas redes, os adolescentes tem acesso apenas a parte editada da vida delas, o que faz com que questionem-se com frequência o porquê de não conseguirem ser como as pessoas por trás das telas. Apesar disso, os filtros de beleza não são os únicos responsáveis pelos malefícios causados à saúde mental do jovens devido a manipulação de imagem. Comerciais de televisão, filmes e revistas sempre perpetuaram um padrão estético irresponsável e nocivo para o psicológico dos cidadãos.
No que tange às consequências da manipulação de imagem, é importante que os jovens passem a seguir influenciadores que se parecem mais com eles mesmos. Por parte dos blogueiros, organizar correntes com fotos sem filtro também é uma opção eficaz. Assim como já feito em 2019, o Instagram deve remover filtros que alterem os traços de seus usuários.