A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/11/2020
De acordo com o site New Media Trend Watch, estima-se que atualmente mais de um bilhão de pessoas no mundo utilizam as redes sociais como Facebook e Twitter, sendo que 600 milhões usam as redes diariamente. Conforme a alastrante popularidade das mídias sociais, especialistas na área de cirurgia plástica, como o Doutor Moisés Melo, afirmam que estas podem ser as principais molas impulsionadoras para o aumento excessivo da procura por métodos cirúrgicos para modificar partes do corpo e rosto.
Triana Lavey, de 37 anos e produtora de notícias contou em uma entrevista para a ABC News que o motivo principal de ter tomado a decisão de gastar cerca de 15 mil dólares em procedimentos estéticos, foi ter tirado uma foto do seu rosto com um filtro que modificava certas áreas da face e perceber que seu queixo era torto. Nota-se, portanto, que o uso dos filtros e a distorção de imagem que eles causam impacta de forma demasiada na percepção que uma pessoa pode ter da sua auto-imagem. Ademais, a problemática se estende a ponto de tornar essa incessante busca pelo rosto perfeito, em doenças psicológicas.
Por conseguinte, o constante uso das mídias sociais e a necessidade que muitos usuários sentem de expor suas vidas de forma integral, desperta nas pessoas, a vontade de mostrar apenas o “bem-visto” diante de uma sociedade que vive à base de utopias, seja pelo uso de um filtro ou pela realização de uma cirurgia plástica. O hábito de viver dentro dessa realidade torna a população, um povo alienado. As redes sociais fazem com que o ser-humano busque por uma vida e aparência irreal, colocando-o em risco de acabar com a sua própria saúde física e mental para alcançar tal estado.
Portanto, são necessárias medidas que atenuem o problema. Logo, as redes sociais, tais como Instagram e Facebook, necessitam de uma política de seleção de filtros mais apurada em relação à aqueles que dão o efeito de distorção da imagem, para que assim, os usuários possam enxergar a realidade e não se enganarem e se acostumarem com aquele rosto irreal. Desta maneira, tende-se que haja uma diminuição na taxa de cirurgias plásticas oriundas do desejo indivíduo de ser como o filtro e ,consequentemente, uma atenuação nos distúrbios corporais e de imagem.