A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/11/2020
Atualmente a sociedade contemporânea está vivendo uma nova era, a era digital. Nessa nova fase, está sendo comum a vida e o contato através da tela do celular ou do computador. Os encontros que antes eram pessoalmente estão sendo substituídos por um simples clique. Nesse contexto, as redes sociais vem ocupando cada vez mais a vida das pessoas e se tornando indispensável.
Através de pesquisas feitas com 1.479 adolescentes de 14 a 24 anos no Reino Unido, os participantes deram notas a cada plataforma online popular. A partir disso, foi possível perceber que o Snapchat e o Instagram são as duas maiores plataformas centradas na imagem, por isso foram consideras as mais nocivas. A autoimagem é a principal característica dessas duas redes, aspecto ligado diretamente com a insatisfação pela vida normal e inveja pela vida fantasiosa apresentada na internet.
Além disso, após o uso mais frequente dessas redes sociais o número de casos de bulimia e anorexia aumentaram gradativamente. Os distúrbios alimentares são mais frequentes do que se imagina. Os padrões tem sido cada vez mais exigido pela sociedade atual, assim com a valorização da magreza e do “corpo ideal’ têm levado a maioria das pessoas a vulnerabilidade para desenvolver essas doenças. O acesso fácil a internet mostra uma maneira ‘‘simples e rápida’’ de resolver a insatisfação com o corpo, a indústria capitalista então faz a apologia e o incentivo a cirurgia plásticas, remédios para emagrecimento, dietas. Convencendo assim, que o ‘‘corpo ideal’’ pode ser atingido.
Diante dos fatos mencionados acima, é possível perceber que apesar das redes socias facilitarem o acesso a outras pessoas, elas trazem consequências que estão escondidos atrás da tela. Pode se concluir então, que o fator psicológico deve ser bastante estudado. Em especial os nutricionistas, devem orientar seus pacientes repassando informações que os conscientizem a priorizar práticas saudáveis de cuidados com o corpo e não serem deixados levar por influencia das mídias.