A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/11/2020

O século XXI está sendo marcado como a era tecnológica, devido a facilidade de acesso à internet e, consequentemente, à comunicação. Entretanto, um efeito inesperado dessa facilidade é o crescimento de casos de problemas psicológicos que esse ambiente gera, por a busca por perfeição na internet é incessante. Por conta disso, inúmeras discussões aparecem sobre tópicos como a manipulação de imagem nas redes sociais e os seus efeitos na saúde, podendo-se ressaltar principalmente o papel que os influenciadores digitais e que as próprias redes sociais desempenham nesse cenário. Primeiramente, é importante destacar que esse novo grupo que surgiu nos últimos anos, os influenciadores digitais, estão ganhando cada vez mais visibilidade na mídia, o que amplia também suas responsabilidades. Em 2020, ficou extremamente famoso o caso da youtuber Vitória Moraes, que possui milhões se seguidores na internet, e promoveu uma cirurgia de lipoaspiração para pessoas magras, no intuito de definir o abdômen. Todavia, a garota não pensou no impacto que seu testemunho pode causar em suas seguidoras, que provavelmente se inspiram na menina, e se sentiriam tentadas a fazer o mesmo, ou seja, realizar uma cirurgia invasiva e colocar suas vidas em risco simplesmente por estética e por se sentirem influenciadas pelas famosinhas. Ademais, as empresas de redes sociais também têm responsabilidade na saúde mental de seus usuários. Uma das plataformas mais utilizada pelos jovens é o Instagram, que, na luta contra a utopia de perfeição que é propagada em seu site, decidiu tirar todos os filtros que simulavam cirurgias plásticas, além de ocultar o número de curtidas em suas publicações. Os benefícios da ação já são sentidos por todo os usuários, que, libertos da visão distorcida da autoimagem provocada por filtros “embelezadores”, podem aproveitar a rede social de uma forma mais prazerosa, sem o instinto de comparação com os outros. Em suma, o advento da interação por redes sociais traz consigo alguns malefícios, que devem ser discutidos e atenuados. Para que as pessoas estejam felizes no uso de redes sociais e que não haja mais o sentimento de inferioridade, resultado de comparações ilusórias, é imprescindível que os governos mundiais criem regulamentos para os tipos de anúncios e assuntos que podem ser exibidos. A ação ocorrerá por meio de leis incorporadas na constituição de cada país, e terá como foco principal o público mais jovem, incluindo crianças e adolescentes. Apenas assim, a saúde mental das próximas gerações será preservada.