A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/11/2020

Na série britânica “Black Mirror” são apresentados os impactos negativos da exposição em rede, acerca da pré-seleção de imagens pelos usuários. Paralelo à obra fictícia, no cenário brasileiro contemporâneo, os malefícios à saúde mental pela manipulação imagética digital se mostram um obstáculo para o progresso social. Dessa forma , convém discorrer sobre os fatores que fomentam a problemática, como o fenômeno da automedicação e a padronização midiática.                                               Em  primeiro   lugar ,  vale  mencionar  que  o  uso  de  medicação  não  prescrita  pelos  indivíduos corrobora o agravamento da questão. Sob essa ótica, o filme francês “120 Batimentos Por Minuto” reforça a necessidade do tratamento da AIDS por médicos, e não pelas próprias pessoas. Nesse sentido, as redes sociais divulgam produtos para melhorar a estética do público, de modo a incentivar seu consumo desenfreado por drogas que prometem encaixar o internauta nas diretrizes de beleza cibernética. Por conseguinte, há a dependência do cidadão e o surgimento de efeitos colaterais reversos.                                                                                                                                                              Ademais, a persistência de um patamar de beleza social divulgado massivamente impulsiona o problema. Nessa perspectiva, o livro “Sociedade do Espetáculo” elaborado pelo escritor Guy Debord, pontua a mediação das relações interpessoais por imagens. Dessa maneira, os usuários são afetados psicologicamente por se sentirem pressionados a alcançar uma aparência aceitável e amplamente disseminada como correta. Desse modo, há a prática do autoabandono e a ocorrência de doenças como ansiedade e depressão.                                                                                                                              Portanto, iniciativas são imprescindíveis para minimizar os efeitos desse conflito. Logo, compete ao Ministério da Saúde, em conjunto com as plataformas virtuais, promover a divulgação de um material gratuito e instrutivo, sobre a preservação do bem-estar nas redes sociais e a positividade das diferenças no âmbito nacional, por meio de páginas públicas, com disponibilização de psicólogos e psicoterapeutas para um acompanhamento adequado. Isso deve ser feito com o objetivo de fortificar a saúde da nação para haver um país íntegro.