A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/11/2020

A busca pela perfeição corporal foi uma das características da Grécia Antiga, pois o helenismo enaltecia os organismos mais bonitos esteticamente. Esse contexto converge na atual manipulação de fotos em redes sociais, haja vista que tende a expor condições diferentes das reais, devido aos padrões de beleza pré-estabelecidos, e provoca a insanidade mental do manipulador, além de tal conjuntura ser favorável à continuidade dos lamentáveis estereótipos criados socialmente. Desse modo, é necessária a concretização de medidas educativas capazes de dialogar com os jovens sobre a aceitação corporal e a autoestima.

Em primeira instância, é perceptível a incessante busca por “seguidores” e por “amigos” nas redes sociais, principalmente pelos mais jovens. Essa realidade é demonstrada pelo filme “Sierra Bugess é uma loser”, no qual a personagem principal produz uma conta falsa, com fotos de outra pessoa, para ser aceita nos círculos de amizade virtual. Sob tal ótica, a ficção expõe a real preocupação humana de buscar a ilusória perfeição estética e, consequentemente, a aceitação social. Dessa forma, a manipulação das fotos garante uma falsa felicidade em curto prazo e uma futura insanidade mental, pois promove uma realidade baseada em mentiras e em enganações – o que causa angústia e ansiedade no próprio manipulador.

Além disso, a edição das imagens em redes virtuais permite a continuação dos danosos padrões estéticos construídos socialmente. De maneira análoga a essa conjuntura, na Grécia Antiga era comum a produção de esculturas e de pinturas que enalteciam o corpo magro e os traços finos, tendo em vista a máxima adoção social de tais aspectos. Nesse viés, as obras clássicas e a moldagem das fotos virtuais contribuem para a afirmação de estereótipos e de idealizações, pois os indivíduos não os compactuam concretamente e tendem a se frustrar psicologicamente. Destarte, a saúde mental dos usuários de internet torna-se dependente das nefastas visualizações virtuais e, por isso, perpetuam o danoso paradigma de perfeição estética.

Enfim, a manipulação das imagens nas redes sociais desenvolve a necessidade de aceitação coletiva e a errônea continuação dos padrões de beleza. Depreende-se, então a imprescindibilidade da união entre o Ministério da Educação e as escolas nacionais para a promoção de debates sobre a autoestima dos adolescentes. Isso dar-se-á pelo intermédio de psicólogos capazes de relatar a importância de combater os estereótipos estéticos por meio do amor-próprio. Dessa maneira, os jovens serão incentivados a aceitarem suas formas físicas e a lutarem contra os danosos padrões pré-estabelecidos, diminuindo, assim, o contexto relatado no filme “Sierra Bugess é uma loser”.