A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/11/2020
Alienação, depressão, transtorno dismórfico corporal, são algumas das mazelas propiciadas pelas mídias digitais e abordadas no documentário ‘‘O dilema das redes’’. Nesse viés, a manipulação da imagem está relacionada intrinsecamente aos danos na saúde mental contemporânea, pois padrões de corpos irreais são veiculados e incentivados pelas mídias cibernéticas que lucram às custas da degradação de autoestima na sociedade.
Em primeira análise, nota-se que atualmente a representação ilusória de uma vida ideal é sinônimo de sucesso e engajamento no âmbito digital. Diante disso, análogo a obra de Guy Debord ‘‘A sociedade do espetáculo’’ padrões de imagens falsas e manipuladas são mercantilizadas em grandes corporações como o Instagram, que dão ênfase em fotos mais alteradas e ‘‘perfeitas’’ sob o ponto de vista de mais curtidas. Dessa forma, milhares de usuários perdem sua autoestima ao se compararem com belezas inatingíveis e, inclusive, tornam-se vítimas da depressão e ansiedade.
Soma-se a isso o descaso midiático, em relação a distorção de imagens, visto que essa prática é incentivada por algumas redes sociais que disponibilizam filtros de manipulação facial que enquadram, ímplicitamente, o internauta a um padrão ideal de rosto. Nessa perspectiva, muitos civis acabam agredindo freneticamente o corpo com procedimentos estéticos, afinal o Brasil é um dos países que mais faz cirurgias plásticas no mundo, de acordo com o site G1. Percebe-se, portanto, o descontentamento extremo com a aparência na sociedade, paralelamente a isso, o cenário de danos mentais na população cresce, como o transtorno dismórfico corporal.
Diante dos fatos supracitados, é necessária a implantação de políticas de assistencialismo na saúde mental. Assim a União deve impôr, por meio de leis específicas, que propagandas do tipo ‘‘pop up’’, que são pequenos lembretes, sejam colocadas em fotos manipuladas digitalmente, em todas as redes sociais, no fito de informar o usuário que houve modificação dessas imagens e evitar a alienação. Só assim, com a consciência de que nem tudo na internet é verdadeiro a saúde mental será melhor preservada.