A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 08/11/2020

A manipulação de imagem nas redes sociais, hodiernamente, é um assunto que deve ser discutido e analisado em âmbito mundial. Apesar de essa ser uma forma de fazer as pessoas se sentirem mais bonitas, deve-se considerar que fatores sociais e econômicos são determinantes para avaliar seus malefícios, além das consequências graves que podem ser geradas tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Nesse sentido, urge uma medida de intervenção cuja finalidade seja resolver esse problema.

Em primeira análise, é necessário considerar a existência de diversos motivos que tornam a manipulação de imagem um grande malefício à saúde mental. Segundo uma pesquisa realizada pelo Royal Society for Public Health - instituição de saúde pública do Reino Unido - as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 a 24 anos usuários de redes sociais aumentaram 70% nos últimos anos. Além disso, se torna um vício para as pessoas usarem filtros do Instagram, por exemplo, os quais criam uma versão “perfeita” de cada um, fazendo com que a aparência natural se torne uma fonte de baixa autoestima. Consequentemente, aumenta a procura por cirurgias plásticas com a finalidade de atingir um padrão de beleza inalcançável.

Ademais, segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico. A partir disso, infere-se que, se uma célula (indivíduo) for afetada, todo o organismo (sociedade) poderá sofrer consequências. Fazendo uma analogia à manipulação da imagem nas redes sociais, depreende-se que o fato da saúde mental do indivíduo ser afetada pode levar a um problema de saúde pública, aumentando casos de depressão e transtornos alimentares entre a população, fazendo com que o Governo tenha que interferir nesse problema.

Logo, cabe aos Estados e representantes das principais redes sociais, como Instagram e Facebook criar um Comitê Mundial que debata sobre esse assunto e retire do ar filtros que manipulem os traços físicos das pessoas, além de desenvolverem campanhas em redes sociais, televisão e rádio que conscientizem a população, a fim de preservar a saúde mental dos usuários e evitar que toda a sociedade seja afetada com esses malefícios. Assim, será dado o primeiro passo para que esse quadro seja revertido.