A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/11/2020

É notório que com o avanço da tecnologia e o crescimento das redes sociais, os usuários passaram a expôr suas imagens cada vez mais, podendo até manipulá-las com aplicativos e efeitos que modificam a aparência física. Esse fato ocorre por conta do padrão de beleza imposto pela sociedade, que motiva o indivíduo a modificar sua imagem para se encaixar nessa padronização. Sendo assim, a diminuição da autoestima e o aumento de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos são consequências dessa insatisfação com o corpo causada pelas redes sociais.

Em primeira análise, as imagens manipuladas geram no ser humano a necessidade de alcançar esse ideal, tendo como consequência a frustração por não poder alcançá-lo. Segundo a instituição Royal Society for Public Health, as taxas de ansiedade e depressão entre jovens que usam as redes sociais aumentaram 70%, mostrando que quando usadas de maneira desequilibrada, podem causar malefícios à saúde mental do ser humano.

Em segunda análise, os efeitos que simulam cirurgia plástica instigam o usuário a fazer uso de procedimentos estéticos para alterar suas características naturais, entrando num padrão. No trecho “É um desperdício/ Quando garotinhas crescem com a cara da mãe/ Mas garotinhas estão aprendendo a copiar e colar/ E fazer biquinho até sufocarem” da música Mrs. Potato Head (Senhora cabeça de batata), a autora Melanie Martines cita a padronização causada pelos procedimentos estéticos que inspiram os efeitos das redes sociais. Nesse fragmento, podemos extrair que pessoas com diferentes traços faciais, abrem mão de sua particularidade para se parecer com o que é exposto nas redes.

Portanto, é necessário que os criadores das redes sociais criem projetos para o crescimento da autoaceitação, através de anúncios que valorizem a individualidade, além do banimento de efeitos que simulam procedimentos cirúrgicos, para que os usuários se sintam mais confortáveis com sua própria imagem.