A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/11/2020

No filme “Modo avião” interpretado pela atriz Larissa Manoela, conta história de Ana, que após receber uma proposta de ser influenciadora de uma grande marca, decide desistindo da faculdade para se dedicar somente ao novo trabalho, até que ela acaba se envolvendo em um acidente por estar dirigindo e dando atenção a sua propaganda. Embora seja uma obra fictícia, o filme se assemelha a atual situação brasileira a respeito dos malefícios das redes sociais na saúde mental dos jovens. Partindo desse princípio, é possível concluir que o acesso a esses aplicativos, pode distorcer a visão social dos usuários e aplicar padrões inexistentes a eles.

Em primeira mão, é válido destacar que em sua pujante maioria, as redes sociais aplicam padrões de beleza fictícios, abrindo brechas também para o chamado “racismo algorítmico”. Por exemplo, o FaceApp gerou uma polêmica por conta do seu filtro “hot” que prometia deixar as pessoas mais atraentes, esbranquiçando a pele de pessoas negras e indianas. O Twitter, em agosto de 2020, também gerou revolta no usuários, por quê em caso de mídias postadas, a IA focava somente em pessoas brancas não importando a quantidade de pretos nelas. Tais exemplos mostram dois problemas graves, a criação de um padrão de aparência inexistente e o racismo estruturado.

Em segunda mão, é possível relacionar tais problemas com o a falta de saúde mental dos adolescentes. De acordo com o blog do doutor Dráuzio Varella na UOL, foi realizada uma pesquisa no reino unido em 2020, conversou com mais de 1400 jovens de 14 a 24 anos para avaliar o impacto dos aplicativos na mentalidade deles. O Instagram e o Snapchat ficaram com críticas extremamente negativas a problemáticas como à qualidade do sono, bullying, padrão de beleza, à necessidade de se manter conectado “ao mundo”, depressão e á ansiedade.

Observando tais adversidades, pode-se concluir que as redes sociais afetam socialmente e individualmente grande parte dos utilitários delas. Afim de subtrair os problemas, o poder legislativo poderia criar leis que obrigassem as grandes empresas de aplicativos a ter uma política mais severa, referente a criação de filtros e IA com códigos “códigos racistas”. Trabalho realizado, junto ao auxílio do ministério das comunicações para criar programas e projetos que desestimulem a utilização de tais redes, como consequência, melhorar a saúde mental dos usuários.