A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/11/2020

Sabe-se que com a expansão da internet a influência sobre os usuários através de anúncios e propagandas de produtos para melhorar a aparência e emagrecer mais rápido, por exemplo, se tornou muito comum. Isso ocorre principalmente quando influenciadores das mídias consomem determinados produtos, fazem determinadas mudanças no corpo ou até manipular suas fotos nas redes com aplicativos como photoshop e alegar com certeza ser “tudo natural”. O que acaba plantando em seus seguidores insegurança sobre suas aparências e corpos e a necessidade de alcançar essa perfeição estética inexistente através de meios que nem sempre são seguros para a saúde física e mental.

Em relação às manipulações de imagens alguns aplicativos possuem filtros embelezadores que demonstram  uma necessidade das pessoas em apresentar uma aparência, distante da realidade.  O exagero no uso dos filtros virtuais impossibilitam os usuários de se mostrarem como realmente são, seus verdadeiros corpos e rostos. O que era para ser uma rede entre pessoas comuns que podem ser elas mesmas se torna uma forma de opressão e competição, pois se a foto não está boa o suficiente ou se o indivíduo não está no padrão de beleza não pode ser exposto para o público.

Quanto ao bem-estar e do psicológico do indivíduo que vive a partir de uma realidade virtual distorcida, há uma tendência de baixa auto-estima, possível depressão e frustração por tentar alcançar requisitos do padrão de beleza imposto pela sociedade. Além de criar uma ação de espelhamento, pois estimula o desejo de que o outro o perceba sempre belo e perfeito, expondo, de forma excessiva, suas emoções e promovendo distorções depressivas através de crises de ansiedade e de uma possível sensação de opressão, uma vez que não consegue ser feliz com quem é.

Diante dos fatos mencionados é necessário que para diminuir os impactos na saúde mental e a procura pela perfeição inexistente. A mídia, em parceria com influenciadores digitais, deve promover uma campanha sobre como é importante se mostrar “nu e cru”, através de fotos, anúncios e vídeos sem maquiagem, superproduções e alterações para mostrar que são pessoas normais, que têm defeitos e incentivar seus público a não sentir medo ou vergonha de se exporem como realmente são. Também é importante que os aplicativos monitorem suas plataformas para impedir que qualquer possível tipo de produto ou conteúdo que promova emagrecimento, cirurgias plásticas, entre outros não cheguem para usuários com faixa etária menor que 18.