A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 11/11/2020

O conceito de Industria Cultural foi desenvolvido no final do século XIX por Adorno e Horkheimer para expor o modo como a produção cultural foi manipulada pelos interesses do sistema a fim de manipular a massa. De forma semelhante, é possível perceber que traços dessa indústria presentes nas mídias sociais e, sob esse aspecto, convém analisar sobre a manipulação da imagem e seus perigos.

No primeiro momento, vale destacar que algumas ferramentas virtuais usam os estímulos visuais para direcionar o público, que perde sua autonomia, a interesse privados. A Indústria da Beleza, por exemplo, se beneficia de efeitos que estabelecem um padrão estético inverossímil que remete aos procedimentos oferecidos a fim potencializar o acumulo de lucro. Dessa forma, usuários da rede virtual são submetidos a um ambiente contaminado pelo domínio intelectual que dificulta o proveito saudável de conteúdo.

Aliado a isso, a influência dos mecanismos de edição resulta na distorção de imagem pessoal. Ao apontar o homem como um ser politico, o filosofo Aristóteles destaca o poder do convivo social e político na construção da identidade do cidadão e, dessa maneira, é compreensível como a manipulação exacerbada das imagens pode causar a negação de aspectos naturais e, por fim, um visão errônea de elementos propriamente humanos.

Cabe, portanto, ao Governo Federal respaldar o indivíduo perante essa situação por meio da formação de uma equipe pública composta por designers, cientistas sociais e profissionais da comunicação para que analisem a utilidade e impacto das ferramentas disponíveis. Além disso, também é responsabilidade do Estado facilitar o acesso aos serviços de saúde mental por intermédio de aplicação de verbas para formação de profissionais e disponibilidade de valores populares. Tais medidas com a finalidade de preparar o cidadão e os recursos para o bom desempenho de ambos.