A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 21/11/2020
Desde a criação dos aplicativos de compartilhamento de imagens e conteúdos de mídia em geral, como Instagram e Facebook, há uma grande necessidade por parte dos públicos consumidores dessas redes de se mostrarem sempre apresentáveis e em um estado de perfeição. Nesse contexto, surgiram várias ferramentas e efeitos para que essa “beleza” instantânea seja alcançada. No entanto, a emergência desses métodos de aprimoramento de imagem vem causando danos exponenciais em algumas pessoas, visto que acarretam tentativas de alcançar um padrão de beleza inatingível e grande dependência desses meios para se sentirem melhores consigo mesmas.
Em primeiro plano, quando se fala sobre a modificação de imagem em redes sociais, é quase impossível não pensar automaticamente em uma combinação estética irrealista composta por nariz e rosto afilados e pele clara, além das manipulações realizadas no corpo. Isso fica perceptível quando vê-se cada vez mais efeitos com as supracitadas características disseminados por influenciadores e milhares de fotos do corpo manipuladas, tanto por edições como por ângulos. Embora seja comum nos dias de hoje, é inegável as consequências negativas desencadeadas por essa prática, as principais delas sendo o sentimento de inferioridade e baixa autoestima, pois o que se publica é demasiadamente distante da realidade. Em outras palavras, a perpetuação desse tipo de conteúdo, mesmo que pareça inofensiva, é capaz de causar problemas preocupantes na vida de indivíduos reais.
Outro ponto relevante a ser destacado é o fato de que, em determinado momento após o uso constate dos já apresentados métodos de manipulação de imagem, os usuários fazem-se cada vez mais dependentes dessas ferramentas. Pois se torna tão indispensável que a figura natural do sujeito começa a parecer estranha para ele, no sentido de que o mesmo não consegue se ver bonito, principalmente em fotos, sem nenhum tipo de edição. Assim, provoca ainda mais distanciamento do real e o mostrado para todos, além de agravar a falta de amor próprio. Ademais, devido a numerosa quantidade de adeptos à, pode-se dizer, “falsificação” de imagem, o ambiente virtual acaba por parecer completo de usuários iguais, sem individualidades.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para que os danos causados pela manipulação de imagem nas redes sociais sejam reduzidos. Para tanto, os influenciadores devem mostrar, através de seus respectivos meios de comunicação, que na vida real eles não são plastificados e sim pessoas reais com falhas e imperfeições como todos. Além disso, que os aplicativos de edição tomem medidas que impeçam modificações de rosto tão severas. Dessa maneira, será possível assegurar que a vivencia e compartilhamentos online sejam mais autênticos e seguros.