A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 09/11/2020

Sabe-se que, atualmente, as pessoas estão cada vez mais “conectadas” por meio da internet. Em relação aos celulares no ano de 2020, por exemplo, se mantém o número de mais de um aparelho por habitante no Brasil. Ainda de acordo com a pesquisa feita pela FGV EASP (Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo), são, ao todo, cerca de 234 milhões de “smartphones” no país. Ao levar esse ponto em consideração, é óbvio que os celulares são importantes nas vidas das pessoas, servindo para comunicação e busca de informações. Contudo, existem também outros serviços, como os das redes sociais. Estes, por sua vez, podem influenciar diretamente na autoestima das pessoas e, consequentemente, na aparência. Principalmente no caso das plataformas que funcionam com a utilização de imagens. Dois problemas que mostram isso são a indução em mudar a própria estética e o desnecessário destaque dado a procedimentos estéticos.

É preciso frisar que aplicativos como Instagram e Snapchat mexem diretamente com a aparência das pessoas. Seus filtros não somente adicionam adereços, tatuagens ou qualquer outra mudança estética, mas, muitas vezes, também alteram o próprio rosto da pessoa, deixando com uma cor mais clara, um tamanho menor e por aí vai. Essas modificações podem dar novas possibilidades às pessoas e induzi-las a mudar suas aparências. Segundo uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica, 55% dos cirurgiões atenderam pacientes que queriam ajustes em suas feições baseados em fotos no Instagram. Além disso, em 2018, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins descobriram que algumas pessoas estavam levando fotos tiradas com filtros como referências para procedimentos plásticos.

Outro fator importante é o destaque dado para rostos, como exemplo, que são utilizados como um modelo a ser seguido, impondo, em muitos casos, padrões de beleza aos usuários da rede social. Hoje em dia, existem muitos perfis que expõem aparências que só poderiam ser alcançadas por alguém através de procedimentos estéticos. Assim, além de querer fazer alterações em seu corpo, quem vê a foto pode ficar insatisfeito com si mesmo e criar um problema que, até então, poderia não existir.

De acordo com os fatos supracitados, é necessário que as redes sociais envolvidas com o uso de imagem (como Instagram e Snapchat) conscientizem seus usuários. Os aplicativos poderiam extinguir os filtros que alteram o rosto, deixando somente aqueles que colocam adereços na pessoa. Além disso, junto com a mídia, poderiam divulgar onde existem grupos de auto-ajuda em cada região para que aqueles que sentirem necessidade de mudar seu corpo possam conversar e resolver esse problema sem nenhum procedimento plástico. Com essas soluções, seria possível buscar a autoaceitação.