A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 09/11/2020
Sabe-se que, nos últimos anos, as redes sociais vem se tornando cada vez mais influentes na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Muitas pessoas são influenciadas, principalmente, pela busca do “corpo perfeito” o que gera consequências ruins como a busca pelo corpo ideal em pessoas mais jovens, e também, a obsessão por cirurgias plásticas.
Em primeiro lugar, é preciso frisar que no Brasil, nos últimos 10 anos, houve um aumento de 141% do número de procedimentos entre jovens de 13 e 18 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Isso mostra que até os mais jovens estão entrando nessa busca pelo corpo ideal, o que é preocupante, pois pessoas mais novas ainda não tem o corpo totalmente desenvolvido e nem maturidade para lidarem, por exemplo, com uma possível frustração caso a cirurgia não tenha o resultado desejado.
Outro ponto importante e que precisa ser frisado sobre a busca pelo corpo ideal é a obsessão que as pessoas começam a ter por cirurgias plásticas, isso só tem impactos ruins na vida de quem é viciado por isso, pois o indivíduo começa a ter altos custos com cirurgias, a passar por procedimentos bem agressivos, além de fazer dietas muito radicais. Pode-se usar como exemplo, o triste falecimento de uma jovem mineira que morreu depois de passar por três cirurgias plásticas: lipoabdominoplastia, inserção de gordura retirada da barriga nos glúteos e lipo na papada.
Em virtude dos fatos supracitados, é necessário que as principais marcas de moda e redes sociais trabalhem em conjunto no combate contra os padrões de beleza impostos pela sociedade. Sob tal ótica, é necessário que as marcas de moda façam desfiles com pessoas de todo tipo de corpo, vendam produtos para todos e que promovam campanhas contra a padronização dos corpos. Além disso, as redes sociais poderiam comunicar aos seus principais influenciadores a tomarem cuidado com o excesso de manipulação em suas fotos e mostrem aos mesmo os riscos que isso pode gerar para as pessoas que seguem os mesmos. Assim, o número de pessoas que vivem numa busca incessante pelo “corpo ideal” diminuiria, e essas passariam a viverem felizes com o próprio corpo, passando a valorizá-los mais, e percebendo que a estética não é o fator mais importante na vida dos seres humanos.