A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 10/11/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da manipulação midiática. Isso ocorre tanto pela influência da mídia, tanto pelos padrões de beleza que a sociedade determina.

Logo, pode-se apontar como um empecilhho à consolidação da solução, à influência da mídia. Conforme Pierre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia mão deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva , pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática, são os padrões impostos pela sociedade. Em outras palavras, a beleza natural é estigmatizada, pois para muitos as cirugias plásticas e os procedimentos estéticos são necessários para uma boa aparência, o que influência negativamente o público, visto que, impõe padrões a serem seguidos. Sob essa lógica, pesquisas afirmam que 7 de 10 mulheres sentem-se midiáticamente pressionadas pelo padrão de beleza imposto pela sociedade.

Depreende-se, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o ministério da Educação devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais de influenciadores digitais , com o objetivo de trazer maior lúcidez sobre a manipulação da mídia e atingir um maior público. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para as diferenças, pois, como constatou Hannah Arendt: “A pluradidade é a lei da terra”.