A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 10/11/2020

“Nas aparências, todos são iguais, singularidades em ruínas” música, do cantor brasileiro Tiago Iorc, o qual se refere às redes sociais e, as manipulações das imagens. Fora da ficção, a era virtual têm disponibilizado diversos aplicativos como o Instagram, por exemplo, o qual permite o uso de filtros em fotos e em vídeos, distanciando, assim, as pessoas da sua realidade natural. A partir disso, é necessário entender qual o estopim para o uso de filtros virtuais e de que maneira isso pode ser prejudicial para a sociedade.

É imprescindível, de início, o entendimento de que as pessoas têm buscado, cada vez mais, algumas formas de melhoria consigo mesmo, sendo por meio de filtros de redes sociais, academia,  até mesmo cirurgias. Dessa forma, através de programas para modificações da imagem, há uma distorção da imagem do usuário, uma vez que, um cidadão com acnes, por exemplo, devido aos seus hormônios, use alguns efeitos para acabar “retirando” as manchas e, assim, não mantendo, virtualmente, a sua realidade. Ademais, o programa de TV “mantenha-se com as Kardashian’s”, mostra uma família de “Influencer’s” digitais com corpos e rostos “perfeitos”, permitindo, assim, a comparação de pessoas com corpos e rostos totalmente diferentes desses artistas, resultando na busca incessante pela “perfeição”, vista através das telas de televisão.

Outrossim, a comparação com famosos pode causar problemas à saúde mental daqueles que se comparam demais, tendo em vista que, as realidades podem ser diferentes em questão econômica, não permitindo a realização de cirurgias plásticas para uma maior semelhança. Sendo assim, segundo o filósofo Michel Foucault, o ser humano é uma construção psicológica, reforçando, dessa maneira, a importância da não comparação com as “pessoas da internet”, uma vez que, ao se comparar demais e obter inúmeras frustrações, o indivíduo pode acabar desenvolvendo problemas como ansiedade e depressão pelo fato de não se encaixar nos padrões, prejudicando a sua saúde mental e autoestima.

Destarte, faz-se mister que o Ministério da Saúde veicule comerciais através dos meios midiáticos, mostrando a importância da não comparação com pessoas virtuais. Da mesma forma, deverá ser apresentado dados e estatísticas sobre o desenvolvimento de ansiedade devido à isso. Do mesmo modo, é necessário que seja ensinado nas instituições de ensino a importância da aceitação através de profissionais da área de psicopedagogia em palestras visando o amor próprio e aceitação. Tal ação fará com as pessoas mantenham as suas singularidades, não permitindo, assim, que elas sejam mais uma massa de manipulação da mídia e sejam uns iguais aos outros, como diz na música do cantor Tiago Iorc.