A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 10/11/2020

O filme “Nerve: um jogo sem regras” retrata a história de Vee, uma jovem que vê sua vida transformada ao aceitar participar de um jogo online no qual os participantes ganham dinheiro ao realizarem desafios perigosos. Fora da ficção, as redes sociais influenciam as atitudes e pensamentos dos usuários através de uma manipulação de imagem, fazendo com que essa distorção da realidade afete a saúde mental daqueles que não se encaixam nos padrões exigidos.

Diante desse cenário, faz-se possível relacionar o aprimoramento da imagem por meio de filtros do Instagram com a cultura da “perfeição”, uma vez que eles acabam contribuindo para a imposição de padrões de beleza, muitas vezes irreais. Dessa forma, por serem utópicos, aumentam não só a procura da população por procedimentos médicos.

Seguindo essa premissa, pode-se ressaltar que a frustração por não alcançar a perfeição exigida aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada. Nesse sentido, segundo uma pesquisa realizada pela Royal Society of Public Health - instituição de saúde pública do Reino Unido - as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 a 24 anos, principal idade dos usuários de redes sociais, aumentaram em 70% nos últimos 25 anos, mostrando a forte influência da rede sobre o comportamento humano.

Portanto, medidas tornam-se necessárias para q=reduzir os impactos à saúde mental causados pela manipulação de imagens nas redes sociais. Nesse contexto, os veículos midiáticos, em parceria com influenciadores digitais, devem promover o diálogo sobre o uso saudável das redes sociais, por meio de transmissões ao vivo no Youtube com psicólogos e especialistas da área. Essa ação, somada à criação de comerciais e postagens que mostrem a diferença entre as publicações e a realidade para esclarecer que a imagem nem sempre condiz com a realidade, poderá, em alguns anos, auxiliar na formação de uma maior consciência a respeito de padrões estéticos.