A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 10/11/2020
O livro “A sociedade do espetáculo” do filósofo Guy Debord, apresenta a teoria de que as pessoas vivem suas vidas como se fosse uma performance, na qual os indivíduos se importam mais com a imagem do que com a realidade. Infelizmente, essa teoria se encontra presente em nossa sociedade, visto que, nas redes sociais só é compartilhado aquilo que transmite a perfeição e padrões inalcançáveis de vida, levando a frustração do público. Dessa forma, convém analisámos as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse impasse.
Em primeira análise, é possível observar que as redes, em sua maioria, estão disponibilizando filtros que aprimoram imagens, dando a elas um aspecto de “perfeição” e as deixando mais próximas do padrão de beleza imposto pela sociedade. Ademais, é notório perfis de clínicas e cirurgiões em redes sociais divulgando fotos de antes e depois dos procedimentos estéticos, afim de propagar seu trabalho e influenciar os seguidores a realizar cirurgias.
Por conseguinte, a frustração do indivíduo que não consegue alcançar tais padrões expostos na internet, aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada, podendo desenvolver por exemplo, ansiedade e depressão. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo. Diante disso, é necessário que este problema imerso em nossa sociedade seja revestido urgentemente em prol da saúde mental de todos.
Portanto, a mídia e os influenciadores digitais devem promover campanhas sobre o uso saudável dos aplicativos, por meio de comerciais e posts deixando explícito a diferença entre a imagem manipulada e a imagem real, além de adotarem uma política mais rigorosa em relação a seleção de filtros que fujam da realidade, para que as pessoas possam entendam o que de fato é real e não enganem a si mesmas com aparências distorcidas. Assim, teremos uma redução na procura de cirurgias plásticas oriundas do desejo de ser como nas imagens manipuladas e consequentemente uma redução de influências, levando a autoaceitação dos indivíduos.