A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/11/2020

A questão da manipulação de imagem nas redes sociais potencializam patologias ligadas à saúde mental dos usuários, uma vez que apresentam, por meio de alterações, um perfil de beleza inatingível. É inevitável, assim, uma distorção de percepção da própria imagem, fomentada pela manutenção de estereótipos de perfeição da aparência no viés virtual. Em suma, vê-se a necessidade de mudanças nessa questão, bem como o papel do Estado na garantia de melhores experiências virtuais.

Mormente, referencia-se o documentário estado-unidense “O dilema das redes”, lançado pela Netflix em setembro de 2020, no qual especialistas e profissionais da saúde alegam que as redes sociais podem ter um impacto devastador sobre a humanidade. Sendo assim, ao estar imerso nesse panorama tecnológico, o individuo tende a ser vítima de uma desconfiguração do que é belo, uma vez que é bombardeado por fotos manipuladas, onde há uma distorção da aparência real. Logo, urge que medidas venham reforça a beleza que há na unicidade de cada indivíduo.

Outrossim, analisando o livro " Vida para Consumo" do sociólogo Zymaunt Bauman, depreende-se que o indivíduo se torna uma mercadoria, uma vez que se aplica a si o mesmos conceitos que são aplicados aos produtos. Assim, ao analisar os efeitos dessa sociedade de consumo, é possível perceber que há o enfraquecimento das relações sociais, diante do distanciamento da realidade na aparência, o indivíduo tende a se comparar e a enfrentar frustrações, visto que buscam repetir aquele padrão, porém não alcançam. Á vista disso, cabe elencar possibilidades de enfrentamento á essa problemática.

Intervir nas necessidade da questão é, portanto, indispensável na promoção de melhores experiências virtuais e mentais na sociedade moderna. Logo, cabe ao Estado, representado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a iniciativa privada, promover campanhas para elucidação das massas, por meio de anúncios publicitários realistas, que mostrem beleza na imperfeição e no diferente, a fim de trazer a representatividade como força para enfrentar a distorção da imagem presene no ambinete virutal.