A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 11/11/2020
O filósofo Zygmunt Bauman, através do seu importante conceito de modernidade líquida, descreveu como os seres humanos passam a ser objetos no mundo moderno. O avanço da tecnologia e das redes sociais evidenciam essa questão, pois até mesmo a imagens das pessoas passa a ser manipulada. Diante disso, é necessário se preocupar com a saúde mental dos usuários por conta dos distúrbios e padrões que acabam aparecendo.
Primeiramente, a sociedade atual sofre com a depressão, que é conhecida como “a doença do século”. O distúrbio de imagem também já é a causa de problemas anteriormente conhecidos, como a anorexia. Com a alteração visual proporcionada pelas redes sociais, além das pessoas não se sentirem bem com o próprio corpo, é também possível a comparação com o padrão estipulado. Entendendo isso, é possível compreender a causa de muitos dos distúrbios relacionados à saúde mental, que passaram a acontecer com tanta frequência.
Em segunda parte, com o avanço da globalização, o mundo se tornou um espaço de constante interação. Sabendo disso, assume-se que deve ser comum entender que as pessoas não podem fazer parte de um mesmo padrão, mas na prática não ocorre dessa forma. Os pensadores da Escola de Frankfurt deram uma explicação para isso com a definição de Indústria Cultural, onde é produzido um conteúdo em massa e de fácil reprodução. Sendo assim, a sociedade facilmente adere, contribuindo para que todos entrem no padrão para se sentirem “bem”, o que prejudica a saúde mental.
Visto isso, é necessário que o Ministério das Comunicações promova uma ação obrigatória para que as redes sociais informem publicamente onde estão sendo usadas as alterações de imagem, sob pena de multa. Dessa forma, é possível que as pessoas percebam quando o que é lhes apresentado possa não ser real, e com isso não prejudiquem a saúde mental por esse motivo. Afinal, como disse o próprio Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim a nossa reação a elas.”.