A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: saúde e bem-estar social. No entanto, o mundo contemporâneo se afasta dessa realidade ao se analisar a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Assim, a criação de padrões sociais, em consonância com a ineficiência estatal, se tornam os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a pressão em se encaixar em padrões sociais como a principal potencializadora desse problema. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa na qual informa que cerca de 72% da população carioca relata as mesmas características de um corpo ideal. Assim, se tornam difundidas na sociedade as ideias de modelos sociais, tendo em vista a generalização de pensamentos e costumes. Logo, com a manipulação de imagens na internet, a população fica refém de julgamentos, visto que a maioria não consegue alcançar os padrões sociais, de modo a colocar filtros e ajustes oferecidos pela tecnologia, por exemplo.
Paralelamente a esse cenário, surge a inobservância do Estado, inerente ao bem-estar social, como reflexo direto desse alarmante panorama nacional. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade pós Revolução Industrial, menciona que é dever do governo solucionar os problemas sociais advindos da evolução da tecnologia. Entretanto, o país se destaca negativamente ao se observar a negligência das propostas de governo brasileiro em relação aos malefícios dessa manipulação de imagens, na qual não há incentivos eficientes para conter tal fenômeno virtual. Por conseguinte, são imprescindíveis ações governamentais para a desconstrução de padrões na sociedade.
Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca da manipulação de imagens na internet. Desse modo, o Ministério da Cidadania, aliado à grande mídia nacional - principais formadores de opiniões na sociedade - deve, por meio do uso das redes sociais e da televisão, divulgar os malefícios e o alarmante cenário que surge ao se homogeneizar as idealizações de características físicas, de modo a descontruir as tendências em se frustrar com os contrastes entre a imagem manipulada e a realidade. Tal plano deverá focar, principalmente, em construir uma população permeada pela saúde mental do indivíduo. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.