A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/11/2020

No final do século XX, começaram a surgir diversas redes sociais que tinham o objetivo de conectar e compartilhar informações de diferentes indivíduos. Entretanto, segundo o primeiro texto de apoio, com início em 2017, o instagram e o snapchat disponibilizaram filtros faciais que manipulam as imagens, desde dos pequenos detalhes como a cor da imagem até os pontos principais como o formato do rosto, o nariz e a boca. Como resultado, acabam por criar uma espécie de ideal inexistente sem procedimentos estéticos, logo, muitas pessoas se sentem insuficientes, e desenvolvem transtornos mentais. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no Brasil, devido não só ao padrão estético de beleza, mas também à falta de atenção às consequências do uso da internet.

Deve se destacar, de início, que de acordo com o uso e a apropriação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) , em 2019, 74% da população brasileira é usuário da internet. Portanto o número de quem utiliza as redes aumenta é a quantidade de influências também, gradativamente o padrão começa a surgir com os filtros e o ideal de uma vida perfeita, muitas vezes as pessoas gravam cinco minutos de seus dias e passam que aquilo é a vida do indivíduo, porém, de certa forma é uma mentira pois todo mundo tem problemas e defeitos. Embora, na teoria a sociedade saiba que não existe vida perfeita, por terem tanta exposição a esse tipo de conteúdo, acabam por desenvolver problemas mentais, á procura desse padrão.

Nesse contexto, vale ressaltar que o perigo das redes sociais na saúde mental não é dada a devida importância. Neste momento, as curtidas e os seguidores acabam sendo mais importantes do que as conquistas do mundo real, o ser humano está mais focado em parecer bem, do que realmente estar bem,assim a sociedade vai criando um mundo falso e expectativas inalcançáveis adoecendo as pessoas gradativamente. Por conseguinte, um estudo feito pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health (RSPH) mostra que as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 à 24 anos usuários de redes sociais aumentam 70% nos últimos 25 anos.

Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar os impactos das redes sociais na saúde mental. Logo, o Ministério da Saúde, influenciadores, juntamente com o indivíduo, por meio de posts, propagandas e investimentos, devem criar um programa de apoio, que ajuda as pessoas com transtornos, além de os influenciadores sempre deixar claro que o que mostram é apenas uma pequena parcela da realidade. Nesse sentido o feito de tal ação fará com que as pessoas tenham mais consciência do que posta e a reflexão do que realmente importa. Somente assim, esse problema será erradicado, pois conforme Gabriel o Pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.