A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/11/2020

Tendo como referência o documentário original da plataforma Netflix “O dilema das redes”, a evolução tecnológica e a criação de novas redes sociais trouxe diversos benefícios para a sociedade, como a possibilidade de encontrar parentes distantes, doadores e órgãos, além de melhorar a comunicação entre os indivíduos. No entanto, a evolução de tais plataformas também trouxe malefícios como o isolamento social e, principalmente a manipulação de imagem, visto que os indivíduos utilizam diversos mecanismos que os permitem de manter uma imagem social diferente da realidade. Com isso, a falsa caricatura criada pelos usuários pode ser prejudicial para a saúde mental de quem assiste, principalmente por gerarem problemas de autoestima e problemas psicológicos.

Em primeira análise, os indivíduos com perfis nas redes sociais são livres para utilizares os perfis de forma livre. As redes, em sua maioria, possuem filtros que aprimoram as imagens, dando um aspecto de “perfeição”. Com efeito, elas acabam sendo responsáveis pela imposição dos padrões de beleza, que por serem utópicos, acabam aumentando a procura por procedimentos estéticos. Por consequência, a frustração de não alcançar a perfeição aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada.

Em segunda análise,  de acordo com uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health – instituição de saúde pública do Reino Unido -, as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 à 24 anos usuários de redes sociais aumentaram 70% nos últimos 25 anos.Isso mostra que, mesmo com os benefícios mostrados no documentário “O dilema das redes”, as redes sociais podem ser um grande vilão para seus usuários. Com isso, é de extrema importância que seja dada a devida relevância para esse problema, visando uma sociedade mais saudável.

Portanto, são necessárias medidas que atenuem a situação. Logo, as demais mídias sociais tais quais como Instagram e Snapchat devem ter uma política de seleção de filtros mais rigorosa em relação aos filtros de harmonização facial e os demais que fujam da realidade, para que assim as pessoas possam a princípio entender o que de fato é a realidade e não enganem a si mesmas, nem os telespectadores, em relação a suas aparências. Assim, teremos uma diminuição na taxa de cirurgias plásticas oriundas do desejo indivíduo de ser como o filtro e consequentemente uma atenuação nos distúrbios corporais e de imagem, e não seremos altamente influenciados pelas mídias sociais.