A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/11/2020

Segundo uma pesquisa realizada e divulgada em dezembro de 2019 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (SICPE) mostra que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos em realização de procedimentos estéticos, tornando-se assim o primeiro lugar mundial. Com isso, parte desses procedimentos estão atrelados com a insatisfação do indivíduo com o próprio corpo, evidenciando assim uma problemática causada pelo uso excessivo das redes sociais que tem por efeito o impacto à saúde mental de quem usa. Diante disso, pode-se citar o aumento do uso de internet no Brasil e a padronização daquilo que é considerado belo.

Em 2018 foi publicado no portal de notícias G1 um estudo que relata um acréscimo da utilização do ciberespaço, e consequentemente das mídias virtuais, onde de 67% subiu para 70% de brasileiros com acesso ao mundo cibernético. Por conseguinte, há inúmeros relatos de cirurgiões o qual alegam que está crescendo o número de pacientes que procuram assistência estética profissional para que os mesmos sejam ou se pareçam com aquilo que é reproduzido por filtros fotográficos nas redes sociais e que estes estão insatisfeitos com a real aparência. Análogo aos relatos é evidente que há uma patologia psicológica e uma não aceitação de si mesmo ocasionado pelo uso demasiado das fontes virtuais.

Concomitantemente, a utilização sem nenhum tipo de controle  das redes sociais aliado com as divulgações e comercias que circulam em tal meio ajudaram a criar uma ideia e consenso geral do corpo perfeito e desejável, gerando uma alienação por essa busca da perfeição onde muitas vezes a pessoa se submete a procedimentos nocivos ao corpo e a saúde psicológica para alcançar tal objetivo.

Logo, medidas devem ser tomadas com o intuito de amenizar esta situação e orientar as pessoas sobre os riscos do uso excessivo da internet e das cirurgias plásticas. Assim sendo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) aliado com o Poder Legislativo e Judiciário devem se encarregar disso por meio de campanhas e leis que visem atenuar a situação.