A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/11/2020

No filme Branca de Neve, inspirado nas obras dos irmãos Grimm, a Rainha Má possui um espelho em que pergunta se é a mais bela das mulheres, retratando sua fragilidade perante como se vê, pois precisa de constante aprovação. Atualmente, no Brasil, assim como no filme, as redes sociais funcionam como o espelho da Rainha Má, porque a necessidade de visualizações e curtidas e insatisfação com a própria aparência se traduz em tentativas de aceitação social pela aparência, por isso é necessário que se combata a formação de preconceitos por causa dos padrões de beleza.

A necessidade de visualizações e curtidas causam o aumento de procedimentos estéticos para que os indivíduos se adequem às preferências sociais do público. O livro A Sociedade do Espetáculo do filósofo e cineasta francês Guy Debord aborda a dominação populacional por meio das imagens, “o espetáculo é a relação social entre pessoas, mediada por imagens”, o que expõe a degradação do “ser”, identidade em “ter” e possuir para “parecer”.

Além disso, a insatisfação com a própria aparência tem por conseguinte o desenvolvimento de patologias psicológicas por sujeitos vulneráveis a tal discriminação social. A maximização do belo e do perfeito, propagado pelas mídias digitais, ganha apoio em potencial dos filtros embelezadores, que evidenciam uma necessidade em apresentar uma aparência, distante da realidade.

Portanto, precisa-se de combate a estruturação da discriminação. As empresas de redes sociais devem tomar atitudes mais éticas com relação as tecnologias que predem os usuários nessas plataforma para que eles não se sujeitem a comportamentos autodestrutivos. Mas também, os indivíduos devem parar de tentar agradar aos padrões sociais a fim de que sejam livres de doenças psicológicas. Desse modo, a nação brasileira gozará de saúde mental e liberdade na sua sociedade.