A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/11/2020

Um quilo e mais mil lágrimas

Desde os primórdios da civilização humana, há um padrão estético inalcançável imposto pela sociedade, uma vez que ela dita como o indivíduo deve ser, apresentando-se pessoas como exemplo de beleza e sucesso. Sendo assim, as redes socias facilitaram a expansão de tal padrão, acarretando consequências drásticas aos envolvidos, tais como: busca por tratamento estéticos, complexos de inferioridade, interferência em processos sociais etc. Nesse viés, os sonhos e anseios pela aquisição do padrão de beleza estabelecido pela mídia juntamente com a dificuldade de aceitação e insatisfação da real aparência corroboram para essa vertente no corpo social brasileiro.

A mídia e as redes sociais trabalham juntas para implementar o padrão de beleza que afeta principalmente as mulheres, uma vez que elas vão movimentar a indústria comercial, têxtil e  medicina plástica. A  saber, pode-se mencionar o documentário feito pela Netflix, O dilema das redes que retrata a dependência dos seres humanos em relação às redes sociais, que ditam como a pessoa deve ser, se vestir e se portar. Dessa maneira, evidencia-se que a mídia estabelece o padrão fazendo com que milhares de pessoas tentem se adequar a tal esteriótipo, e aquelas que não conseguem ou nem tentam, são excluídas de determinados grupos sociais.

Cabe ainda pontuar, a rejeição que as pessoas acabam sentindo de si mesmas, desenvolvendo doenças psicossomáticas por serem excluídas e por não estarem nos ícones de beleza e sucesso, presas por ferramentas com efeitos etc. Consoante ao pensamento do político alemão e Ministro da Propraganda na alemanha nazista Joseph Goebbels, “Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade”, comprovando o fato das pessoas se acharem tão bonitas com efeitos. Sendo assim, vê-se a insatisfação relacionados a aparência, tudo pelos padrões inalcançáveis de beleza e sucesso imposto pela mídia e pelas redes sociais.

Dado o exposto, a sociedade impõe um esteriótipo que só acarreta consequências drásticas. Logo, o Governo, por meio do Ministério da Educação, deve implementar campanhas em escolas, universidades e sites, com profissionais aptos, a fim de combater essa mazela das redes sociais. Ademais, o Ministério da Saúde deve pagar consultas psicológicas aos pacientes que possuírem quadros de baixa autoestima, com psicólogos e equipe médica especializada, objetivando diminuir os índices de pessoas com esses transtornos. Assim, a sociedade brasileira se desenvolverá democraticamente para se cumprir o lema proposto por August Comte, “Ordem e progresso” escrito na bandeira brasileira.