A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 12/11/2020

A manipulação de imagem envolve alterar uma fotografia usando métodos e técnicas para atingir resultados desejados, sendo uma maneira muito utilizada na postagem de fotos nas redes sociais. É indispensável destacar que toda essa alteração na aparência é reflexo de  baixa autoestima e ausência de autoaceitação, além disso, acarreta condições psicológicas como ansiedade. Tal cenário ocorre em razão do uso excessivo das mídias sociais, bem como a necessidade de obedecer um padrão construído.

O filme “Sierra Burguess é uma loser” retrata a história de uma garota gorda, que foi confundida com uma menina magra e loira, em que a personagem se apropria da imagem da outra, por se sentir mais confiante para conquistar o garoto que ela gosta. Sendo assim, se torna evidente o quanto atender a um estereótipo, e a tentativa de se encaixar nesse mundo ilusório, estão relacionados a autoconfiança. A busca por algo irreal torna-lo alienado e dificulta a aceitação de algo diferente daquilo que é apresentado em fotos alteradas com Photoshop.

Ademais, uma pesquisa feita pela Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial (AAFPRS), em 2017, apresentou que 55% dos cirurgiões relataram que seus pacientes desejavam alterar sua aparência para melhorar suas fotos. Com base nisso, tem-se como exemplo os filtros muito comuns nas redes sociais, utilizados no intuito de esconder sua própria imagem e estar mais perto da perfeição. Outrossim, mostra-se o costume de avaliar apenas a aparência da pessoa e não enxergar algo além disso.

Por conseguinte, a manipulação da imagem nas redes sociais está diretamente ligada a autoestima e saúde mental do ser humano. Logo, os meios de divulgação, como Instagram e Snapchat devem ser mais rigorosos e ter uma política de seleção de filtros que não escapem da realidade. Ainda assim, o Ministério da Educação deve apresentar projetos sobre autoaceitação, nas escolas, tendo em vista que o período da adolescência é o que mais apresenta taxas de baixa autoestima. Objetivando uma diminuição das cirurgias plásticas e uma redução nos distúrbios corporais e de imagem.