A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 13/11/2020

Os filósofos alemães, Adorno e Horkheimer, criaram o conceito “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada na padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridas as redes sociais, como YouTube, Instagram e Twitter, os quais possuem milhões se usuários e fazem parte do cotidiano da sociedade. Assim, é importante analisar o impacto causado pelas redes sociais e como elas afetam a saúde mental do indivíduo.

Em primeira instância, é preciso constatar que, com a grande quantidade de usuários, surgiram o influenciadores digitais, pessoas que possuem milhões de seguidores e trabalham diretamente pelas redes. Desse modo, por possuírem grande influência sobre seus seguidores, esses influenciadores são procurados pelas grandes empresas e contratados para fazerem propagandas de seus produtos e serviços, muitas vezes voltados à estética para o público feminino. Dessa forma, a divulgação de tais serviços de forma irresponsável, juntamente com o padrão de beleza imposto pela indústria da moda, causa um aumento em doenças mentais relacionados à estética em busca do corpo perfeito, como bulimia e anorexia. Como consequência, o número de meninas internadas por descuido na alimentação aumenta cada vez mais.

Também é importante ressaltar que, nas redes sociais, todos postam apenas um lado de sua vida, como se problemas não existissem e eles vivessem em uma vida perfeita. Tal acontecimento existe pois, no mundo virtual, todos querem manter uma imagem que não conseguem alcançar na vida real, uma vez que problemas sempre existem e o “perfeito” é inatingível. Porém, indivíduos com tendências a problemas mentais muitas vezes não conseguem enxergar através de sorrisos e legendas positivas, o que gera um descontentamento com a própria vida, podendo acarretar em um quadro depressivo. Em suma, a manipulação de como a vida é vista fica mais fácil com a existência das redes sociais, colocando em risco pessoas com saúde mental fraca.

Logo, para resolver esse impasse, é preciso que pais e familiares verifiquem o conteúdo consumido pelos seus filhos, uma vez que crianças e adolescentes são alvos mais suscetíveis à manipulação da mídia, e os ensinem como as redes sociais podem ser prejudiciais quando consumidas em excesso. Da mesma forma, é necessário que o Estado, juntamente com as iniciativas privadas, disponibilizem um psicólogo nas escolas, para que os alunos sejam auxiliados na jornada escolar. Como consequência, o número de crianças e adolescentes que acreditem na manipulação feita nas redes sociais seja cada vez menor.