A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 13/11/2020
Os padrões de beleza sempre estiveram presentes catalogando cada humano através da imagem. Como na Grécia Antiga, os meninos que nos primeiros dias de vida não aparentassem ser fortes e saudáveis para o servir o exército eram jogados em um precipício por não serem úteis. Nessa perspectiva, no dias de hoje, quem aparece mais feliz nos feeds de notícias das redes sociais é a pessoa mais curtida e comentada, caso contrário, os usuários não darão a mesma atenção. Logo, a procura por alterar a imagem corporal é baseada na atenção requerida e é nociva pois causa comparação com padrões irreais.
Em primeira análise, é fato que quanto mais curtidas uma pessoa recebe em uma foto, mais bem sucedida ela é considerada. Para exemplificar, no documentário “O Dilema das Redes”, uma garota que recebe poucas curtidas em sua foto, após apagá-la e substituí-la por uma com filtro, recebe mais curtidas e sente satisfação na aprovação de terceiros através dos números. Além disso, esse comportamento pode desencadear transtornos de imagem, pois aquela pessoa não se sentirá atraente pessoalmente, onde não há filtros, e, assim, se sente motivada a fazer mudanças corporais. Como exemplo disso, pesquisas mostradas no documentário já citado, indicam que o número de cirurgias plásticas aumentaram entre meninas de 18 anos após o advento das redes sociais.
Em segundo plano, comunidades virtuais como o Instagram possuem ferramentas de publicação de vídeos temporários, os stories, cujo cada usuário pode publicar 25 minutos deles por dia. Para tanto, blogueiros e blogueiras trabalham publicando esses pequenos vídeos, que precisam mostrar os melhores momentos, cheios de novidades e de aparência sempre impecável. Assim, pessoas comuns se comparam e são tomadas por sentimentos de frustração e fracasso, mesmo não vendo o que ocorre nas 23 horas e 45 minutos que restam do dia do remetente. Para fim de exemplo, no documentário supracitado, após a populariação das redes sociais, o número de jovens entre 13 e 24 anos com depressão aumentou como nunca visto.
Em suma, a manipulação de imagens nas redes sociais são maléficas à saúde mental. Portanto, para resolver esse problema, cabe às empresas responsáveis por essas comunidades a censura e o veto de filtros que remetem a corpos esteticamente modificados. Além disso, as mesmas empresas devem promover campanhas de educação para os usuários, a fim de conscientizá-los de que não há realidade alguma nos momentos registrados nas redes. Dessa maneira, tais medidas diminuiriam a comparação entre pessoas e, logo, diminuiria os impactos causados pelas redes. Por fim, somente assim a saúde mental será preservada no século da tecnologia.