A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 08/12/2020

A série “Sex Education”, obra da Netflix, tem feito bastante sucesso entre os jovens da sociedade atual, pois vai contra os padrões de beleza existentes, promovendo a aceitação individual de cada personagem. Sob tal perspectiva, a manipulação de imagens na rede social vai contra tudo que a produção cinematográfica prega, uma vez que gera distorção da realidade e impõe padrões estéticos inalcançáveis naturalmente. Destarte, dadas tais consequências, que são maléficas à saúde mental, essa prática conhecida como “photoshop” deve ser evita e combatida pelas grandes figuras públicas.

Em primeira análise, qualquer imagem que circula pela internet e teve algum detalhe alterado não representa fielmente a realidade. Conforme a “Alegoria da Caverna”, teoria do filósofo Platão, indivíduos que vivem baseado em projeções irreais são incapazes de observar a verdade. Nesse sentido, ao consumir cada vez mais conteúdos editados, comuns em aplicativos como “Instagram” ou “Twitter”, os usuários passam a ter como objetivo reproduzir aquele conteúdo, porém ele não é real, foi apenas criado. Dessa forma, o psicológico do ser humano irá se frustrar por não ter a mesma vida que um famoso aparenta ter por meio das redes sociais.

Outrossim, um efeito comum da edição de imagens é gerar padrões relacionados à estética que apenas a tecnologia ou a cirurgia plástica permite alcançar. Segundo o trecho  da música “Pretty Hurts”, “perfeição é a doença de uma nação”, cantada por Beyonce, a busca pela perfeição implica em sérias consequências para a saúde mental, como, por exemplo, transtornos de ansiedade e depressão. Seguindo tal raciocínio, é correto afirmar, então, que a manipulação de imagens leva à manipulação do corpo físico, que jamais será fiel ao modelo idealizado, e todo esse processo, por ser doloroso e inatingível, acaba levando a maioria das pessoas à exaustão mental. Desse modo, em prol do bem-estar físico e psicológico, deve-se evitar consumir e divulgar esses materiais distorcidos.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de combate a manipulação de imagens nas redes sociais, em prol da saúde mental dos usuários. Diante disso, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação criar o “Eu Hoje”, um aplicativo feito para as pessoas publicarem fotos sem edições e poderem conversar com especialistas sobre suas dificuldades de aceitarem a si mesmo, por meio do auxílio de psicólogos disponíveis vinte e quatro horas. Essa plataforma digital deve ser totalmente gratuita, a fim de alcançar o maior número possível de pessoas que precisem de ajuda. Sendo assim, o Brasil, ao reconhecer a importância de garantir a saúde mental de seus cidadãos, será realmente um país progressista, como diz no lema de sua bandeira, “Ordem e Progresso”.