A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 16/11/2020
Na música “Mrs. Potato head”, da cantora Melanie Martinez, a artista tece uma crítica à pessoas que se submetem a processos cirúrgicos desnecessários para “melhorar” a aparência. Entretanto, apesar de ser apenas uma canção, práticas como essas estão cada vez mais comuns, devido a influência que a manipulação de imagens nas redes sociais exerce sobre a saúde mental das pessoas. Portanto, fica evidente a necessidade de um olhar mais crítico e de maior controle das redes sociais com relação a recursos oferecidos, como filtros e Photoshop por exemplo, que podem prejudicar à autoestima dos indivíduos.
Cada vez mais incentivada pela mídia, a “cultura da perfeição” está enraizada em nossa sociedade e aumenta com as redes sociais , uma vez que imagens programadas levam pessoas a se sentirem mal com a própria aparência, consequentemente buscam a soluções na ingestão de remédios para perder peso, na adoção de hábitos consumistas e em outras práticas que podem conduzir até mesmo ao desenvolvimento de doenças psicológicas, como depressão e ansiedade, pois segundo uma pesquisa realizada a OMS : 86% dos brasileiros já sofre com algum problema de saúde mental.
Em 2019 o Instagram retirou a visualização do número de “likes” das postagens, porque segundo a plataforma: essa ferramenta tirava o foco do conteúdo e o transformava em uma competição por curtidas. Apesar da atitude ter cunho positivo, ainda existem recursos, como Photoshop por exemplo, que modificam a imagem real e pregam o culto a um corpo perfeito, construindo a ideia de que o indivíduo será socialmente aceito apenas se alcançar os padrões impostos nas imagens manipuladas.
Com objetivo de zelar pela saúde mental das pessoas, as plataformas das redes sociais devem adotar políticas mais rígidas que eliminem ferramentas que podem influenciar negativamente as pessoas. Com a finalidade de criar um ambiente virtual mais saudável e com maior compromisso com a realidade.