A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 17/11/2020

É fato que com o avanço da Terceira Revolução Industrial, que teve início no século XX, as redes sociais passaram a ter grande presença no cotidiano das pessoas. Nesse viés, é evidente que grande parcela dos usuários de mídias sociais tentam causar boas impressões em suas fotos, geralmente colocando efeitos que distorcem a realidade, isso se deve ao padrão de beleza criado pelas grandes marcas e, a consequência disso é a grande probabilidade de desenvolvimento de diversos distúrbios, como a ansiedade e depressão. Com isso, é possível compreender os impactos da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.

Primeiramente, vale ressaltar que já existem milhares de efeitos que simulam cirurgias plásticas, orelhas e características animais, todos eles distorcendo a foto para deixar a pessoa mais “bonita”. Isso se deve graças ao padrão de beleza criado pelas grandes marcas e revistas, que utilizam mulheres padronizadas e “photoshopadas” -editadas no aplicativo Photoshop- em suas propagandas, influenciando considerável parcela da população a atingir esse padrão. Em suma, é inegável que as grandes marcas e revistas têm massiva influência na manipulação de imagens nas redes sociais.

Em segundo plano, vale salientar que a busca incessante pelo padrão de beleza ideal para as redes sociais levam diversos jovens ao sentimento de tristeza profunda. Por exemplo, em 2017, Milly Tuomey, uma menina irlandesa, de apenas 11 anos de idade cometeu suicídio por se achar feia demais, de acordo com sua família. Dessa forma, percebe-se que a supervalorização da imagem nas redes sociais vem desencadeando cada vez mais problemas de auto estima entre os jovens de todo o mundo.

Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho para tal problemática o padrão de beleza criado pelas grandes marcas e, a consequência disso é a grande probabilidade de desenvolvimento de distúrbios mentais. Diante disso, cabe ao Governo -responsável pelo bem-estar comum, segundo Aristóteles- promover propagandas em horário nobre na TV aberta, que incentivem a quebra desse padrão de beleza, a fim de estimular a auto estima da população brasileira. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde -responsável pela qualidade do sistema nacional de saúde- promover palestras em escolas e teatros que mostrem a importância de manter-se bem com a própria aparência, com a finalidade de reduzir os índices de ansiedade e depressão entre os jovens brasileiros. Assim, observar-se-ia a mitigação dos impactos relacionados à manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.