A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 19/11/2020
Com o advento da 3ª Revolução Industrial, mais conhecida como Técnico-Científica, houve a ascensão das redes sociais e sua popularidade. Com isso, artifícios como filtros, usados para alterar cores, introduzir efeitos nas fotos e até mesmo modificar os aspectos físicos das pessoas, têm sido bastante utilizados nesse meio, o que pode afetar o psicológico de quem utiliza. Dessa forma, torna-se relevante destacar a manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental, visto que a má influência da mídia e a falta de debate sobre o assunto são agravantes da situação.
Em primeiro lugar, a atuação da mídia de maneira inadequada é um desafio para a problemática. Segundo o filósofo Platão, aparência não é essência. Sob essa perspectiva, vigora-se, na sociedade contemporânea, a supervalorização da aparência e tem a influência midiática como potencializadora, já que programas como “Photoshop” e outros aplicativos de alteração de imagem, além de filtros, muitos comercializados no próprio meio virtual, corroboram para a sustentação de padrões estéticos, os quais pressionam e criam inseguranças sobre o corpo e as imagens de diversos jovens. Cria-se, então, uma cultura da aparência que impacta negativamente à saúde destes.
Em paralelo, a ausência de discussões sobre a temática é outra causa para a mazela. De acordo com o filósofo Foucault, temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sobre essa lógica, não debater sobre os impactos da manipulação de imagens na saúde, principalmente mental, dos internautas, seja nas escolas, seja nas próprias mídias virtuais, auxilia no aumento de distúrbios ligados à imagem, como anorexia e bulimia. Assim como, o agravamento de distúrbios, como depressão e ansiedade, muito presente entre os jovens brasileiros, e ainda afeta a autoestima e autoconfiança, essenciais para uma mente sã.
É evidente, portanto, que intervenções são necessárias para atenuar os efeitos das alterações de imagens nos meios virtuais na saúde brasileira. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde associado às redes sociais, como Instagram, a promoção de debates sobre os malefícios da distorção de imagem de maneira inadequada. Isso pode ser feito por meio de “lives” com influenciadores digitais e psicólogos com temas sobre autoestima, alteração de imagem relacionados a saúde mental. A demais, a abertura desses eventos à comunidade a fim de transformar as mídias sociais em um ambiente saudável, cheio de diversidade e respeito, contribuindo para a socialização e saúde dos internautas, além de evidenciar a essência defendida por Platão.