A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 26/11/2020

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a manipulação das imagens nas redes sociais, verifica-se que esse preceito é constatada na teoria e não na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à  posicionamentos equivocados que podem expor a própria vida pessoal, mas também a necessidade de passar uma imagem “perfeita”, diante desse quadro tão alarmante.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater posicionamentos equivocados que podem expor a própria vida pessoal. Sob a perspectiva do filósofo São Thomas de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentindo, por causa da baixa operação das autoridades pode trazer problemas, um dos exemplos citados pela DW Brasil é, a exposição infantil que pode atrair pedófilos e outros tipos de criminosos, colocando a vida das crianças e pais em risco. Como também a exposição de fake news, desse modo prejudicando a vida dos envolvidos. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

De outra parte, a necessidade de passar uma imagem perfeita também pode ser apontada como promotor do problema. De acordo com o site eu sem fronteiras, a preocupação em mostrar uma perfeição que não existe também reflete na forma como nos enxergam e como enxergamos os outros. Partindo desse pressuposto, percebe-se que isso acaba se tornando uma competição silenciosa, sobre quem tem a vida mais perfeita, que se torna prejudicial a saúde mental levanto a crises de ansiedade e depressão. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa necessidade de passar uma vida perfeita contribui para a perpetuação desse cenário caótico.

Portanto, em virtude dos argumentos mencionados, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Poder Judiciário, será revertido em ações publicitárias, através de redes sociais e televisões. Cabe também as escolas realizarem palestras conscientizando crianças e adolescentes, sobre o perigo de manipulações nas redes sociais e os malefícios para a saúde mental, uma vez que influenciando a importância de não se expor e expor outras pessoas na internet, com o objetivo de preserva a saúde mental, segurança e a privacidade dos indivíduos. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.