A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 10/12/2020
“Queda livre”, episódio atemporal da premiada série Black mirror, retrata a decadência social de uma jovem, que ao buscar popularidade, encontra a insanidade na desconstrução dos padrões midiáticos. De maneira análoga, o território brasileiro peca na imposição de estereótipos e contribui com o declínio humanitário. Sendo assim, é imprescindível a discussão diante à realidade utópica presente nas redes sociais, bem como o aparecimento de doenças mediante a estética corpórea.
Em primeira análise, é fundamental a argumentação perante a fantasia vivida nas redes. Em “Tática Infalível”, o cantor Luan Santana destaca, “Nem tudo que eu posto é o que eu vivo, nem tudo que eu escrevo é o que eu sinto”. Conforme à letra, a vivência virtual ignora a realidade e busca padrões estereotipados que são incoerentes com a diversidade rotineira. Em outros termos, as redes sociais manipulam o pensamento egocêntrico, uma vez que a perfeição gera questionamentos, auxilia na pitoresca felicidade inabalável e contradiz à exaltação da divergência de raças.
Em segunda análise, vale ressaltar os distúrbios que surgem na busca pela excelência corporal. Na telenovela brasileira “Rebelde”, protagonista Carla, é vítima da anorexia e bulimia, que considerada pragas em sociedade, corroboram a necessidade de reeducação da autoimagem. Consoante à obra, os parâmetros humanitários prejudicam a adequação social, abdicam da saúde e bem estar e perpetuam a cultura da má alimentação. Dessa maneira, os transtornos alimentares desencadeiam uma série de problemas psicológicos e manobram em grande parte, jovens mulheres que almejam o corpo ideal imposto pela mídia.
Em suma, faz-se mister a solução da problemática. Portanto, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela saúde e bem estar dos brasileiros - deve criar campanhas virtuais que prezem a salubridade em sociedade, por meio de workshops educativos, a fim de que cesse a mazela firmada na web em solo brasileiro. De modo que, a decadência presente em “Black mirror”, não contamine os jovens no Brasil.