A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/12/2020
Durante a Era Vargas (1930-1945), Getúlio com o intuito de influenciar a população da época utilizou da divulgação de imagens dele ao lado dos trabalhadores e das crianças para persuadir as pessoas a enxergarem ele como o pai dos pobres. Em um outro contexto, as redes sociais tornaram-se um portal de imagens, no qual nem sempre são verídicas, podendo causar assim diversos efeitos negativos à saúde mental, já que os indivíduos passam a ver aquilo como a verdadeira felicidade.
Primeiramente, é perceptível a influência das redes sociais no nosso cotidiano, assim quando ocorre a manipulação de imagens pode gerar uma sensação de inadequação, suscitando muitas vezes em doenças psicológicas. De acordo com a diretora executiva da RSPH (Royal Society for Public Health) a mídia social tem sido descrita como mais viciante do que o cigarro e o álcool, sendo as plataformas vinculadas à imagens como as que mais geram sentimentos de depressão e ansiedade.
Por conseguinte, a padronização e a idealização de uma vida perfeita exposta nas mídias sociais, mesmo não sendo necessariamente real, faz o ser humano se desvalorizar e a valorizar o que lhe veem aos olhos, levando consigo um ideal de vida e de aparência inexistente. A partir de uma pesquisa realizada pela Universidade de Warwich (Reino Unido) 40% das imagens manipuladas não são descobertas pelos seus observadores, explicitando o quanto essa manipulação pode ser recorrente.
Portanto, a fim de diminuir a manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental, é necessário que a Mídia junto ao Ministério da Tecnologia realize uma campanha com o slogan “A verdade por trás dos clicks”, na qual influenciadores digitais mostrariam a publicação (com efeitos) e a realidade, além de incitar o uso saudável dos aplicativos para assim desmitificar que existe padrão de beleza e de vida a ser seguido.