A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 21/11/2020

A Barbie do Instagram

Os padrões de beleza já são impostos desde muito antes da sua vinda à vida. Sobressaindo um povo sobre o outro. Tendo o padrão europeu como molde de perfeição, que fez os outros continentes tentarem ser iguais.

A globalização fez sua entrada no mercado, aproximando tudo e todos. Fez o que durava meses, durar horas. Agora, tem como saber o que sua vizinha fez às 10h e poder listar todos os motivos disso ser melhor do que o que você fez no mesmo período.

A comparação é a palavra-chave, a verdadeira inimiga. Como dito na música “Pretty Hurts”, da Beyoncé, a perfeição é a doença da nação. Transtornos alimentares que poderiam ser “alimentados” com revistas de emagrecimento, não precisam ir muito longe. É apenas um click no Instagram. Isso vai pela grande quantidade de efeitos, ângulos e aparências irreais que contribuem com egos, mas que afetam todos os outros.

É como se fosse uma carne que só se beneficia quem está comendo. A autossabotagem torna-se presente, além de ajudar muitas das pessoas desse meio a enriquecer. Com promessas de emagrecimento, procedimentos estéticos em lugares não confiáveis. É buscado uma mudanças física que já possui grande estrago interno.

Plataformas com alcances enormes, usadas diariamente devem estar atentas e ter a obrigação de barrar publicações que destilam a mensagem do padrão inalcançável. Pela preservação da saúde mental de seus usuários, provando não estar interessada apenas nos números que alcançam com nossas crescentes visitas aos seus perfis.